Como buscar um ponto de equilíbrio, quando tudo em volta parece um caos e estagnação?

bem-estar equilíbrio Jul 23, 2019

Inicialmente a palavra equilíbrio é um pouco traiçoeira porque nos leva a crer em uma vida de perfeição em que tudo parece alinhada só então, viver-se uma vida plena.

 

Mas equilíbrio pra mim, em minha experiência pessoal e profissional, é uma palavra com muito mais flexibilidade de interpretação do que possa parecer.

 

Pois sabendo que somos seres humanos diversos um do outro e de uma complexidade imensa, além de vivermos em um mundo em contínua mutação, equilíbrio tem de ser visto como algo pessoal e relativo, ou seja, o que funciona pra uma pessoa pode não funcionar para uma outra pessoa.

 

Então como buscar equilíbrio no meio de tanta incerteza … que o nosso cérebro interpreta como ‘caos’?

 

Primeiro precisamos partir da premissa que o único ponto em comum nessa busca por equilíbrio, é o conceito de que equilíbrio seja um elemento para alcançar bem-estar e que seja visto como um modelo de inspiração e não um alvo fixo a ser buscado e idolatrado.

 

E depois, que cada um reflita e defina o que equilíbrio significa pra si sem comparações que nos limitam e nos trazem sofrimento.

 

Equilíbrio deve ser visto como um estado em que você como indivíduo encontra-se em uma situação de bem estar e ‘funcionando’ sem grande esforço mental, fisico e emocional.

 

Se sua atitude, hábitos, estilo de vida, mentalidade, percepção parecem equilibrados pra você (e aceitáveis socialmente), mas sacrificam áreas importantes pra sua vida (ex: saúde física e mental, felicidade, relacionamentos, vida financeira, tempo pra si, fé) então isso não é equilíbrio, mas sim uma fantasia por uma sobrevivência que não lhe pertence por não lhe trazer bem-estar real.

 

E como parte da busca de viver em equilíbrio é importante termos compaixão, percepção  e paciência conosco e com os outros:

 

COMPAIXÃO para entendermos que não existe perfeição e que cada um de nós tem seu ponto de equilíbrio pessoal e diferente em sua natureza.

 

PERCEPÇÃO aguçada para observar o que ‘funciona’ pra gente, o que nos traz bem-estar, sem forçarmos uma situação que não existe, ou seja, sem auto-negação das nossas necessidades de verdade. Importante enxergar o nosso mundo com um olhar honesto e querendo o nosso melhor … a partir daí, o mundo `a nossa volta tem a chance de mudar.

 

PACIÊNCIA para entender que cada um de nós tem seu próprio tempo para identificar o equilíbrio que precisamos vivenciar para uma vida melhor e coerente.

 

Quando não se está em equilíbrio, entramos em um circuito mental de medo, luta por sobrevivência que nos levam `a stress. E não quer dizer que não devemos trazer a atenção para os problemas com o intuito de resolvê-los, mas encarar os problemas como uma ameaça maior do que na realidade o são, nos ‘rouba’ a oportunidade de sermos criativos e inovadores nas soluções.

 

O desequilíbrio leva a três tipos de estresse - físico, químico (fisiologia do corpo) e emocional.

 

E nesse mesmo raciocínio existem três tipos de equilíbrio - físico, químico e emocional. Uma vez que todos esses três elementos estão conectados entre si, se você conseguir equilibrar dois de três desequilíbrios, o terceiro geralmente acompanha. Sem a pressão de ser perfeito ou buscar uma realidade fantasiosa em todas as áreas que lhe parecem desequilibradas.

 

Ao fazer as escolhas certas quem beneficiam sua saúde e relacionamentos, como um todo, o equilíbrio pode ser buscado em duas dessas áreas, por exemplo no âmbito físico e de fisiologia. E aos poucos, o restante do organismo, no setor emocional também se beneficia. 

 

Cria-se uma ‘memória’  de saúde interna que com o tempo e persistência na sua mudança de hábitos e atitudes, produz uma nova realidade no seu corpo e que será interpretado como bem-estar e conforto pelo organismo, virando o seu novo ponto de equilíbrio.   

 

Eu os convido então, a buscar o seu ponto de equilíbrio, a partir do seguinte exercício:

 

1) Escreva o que em sua vida você percebe como caos e/ou estagnação

 

2) Identifique 2 ou 3 fatores principais em você que possa estar contribuindo para a perpetuação dessa situação de caos e/ou estagnação.

 

Escreva e revisite o que escreveu para ter certeza de que pelo menos pra essa avaliação inicial, você está identificando o que realmente precisa ser mudado ou considerado como algo que não lhe beneficia.

 

3) Para cada um desses fatores, identifique uma mudança de hábito ou atitude para reverter a situação. Ponha um prazo para completar essa tarefa.

Sugiro ciclos de 90 dias, que são provados serem bem eficientes em termos de tempo suficiente para uma mudança inicial.

 

4) Busque uma pessoa que seja alguém que você confie e que possa compartilhar sua intenção e os passos (e prazos) desse exercício. O papel dessa pessoa é apoio de uma forma assertiva (sem lhe ‘colocar pra baixo’ com culpas e críticas) e que lhe lembre de sua responsabilidade pessoal na busca do seu equilíbrio e bem-estar, que não o deixe esquecer de seu compromisso consigo próprio.

 

5) Ao fim de 90 dias, escreva o que voce percebe ainda como caos e estagnação. Compare com o que escreveu antes, e veja o seu progresso.

 

Repita no que precisar.

 

O mais importante desse artigo e exercício é saber que:

  • você tem a escolha de mudar,
  • que colocando-se em movimento você gera naturalmente um ponto de equilíbrio na direção de mudança
  • que seu bem-estar é muito particular `a você e portanto é sua responsabilidade buscar seu(s) ponto(s) de equilíbrio para uma vida mais satisfatória e feliz sem a sensação de viver caos e estagnação.

 

E como a vida é pra ser vivida da melhor maneira possível, busque se conhecer para entender o que é bem-estar pra você, seu ponto de equilíbrio e busca por satisfação pessoal dentro de um bem maior para sua comunidade e para o mundo de maneira geral.

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