Sobre Amor e Dia dos Namorados - Como a Neurociência e a Inteligência do Coração podem ajudar?

O que o dia dos namorados tem há ver com amor? Em muitos casos, acho que quase nada né?

 

E muitas vezes nós sabemos disso … Mas, quando 12/6 chega, pra quem mora no Brasil (ou expatriados, que como eu, estão sempre pensando no Brasil), ja fica-se ‘ligada’ no dia dos namorados e quase sem perceber, ja cria-se uma expectativa das demonstrações do que parece ser amor e que precisa ser provado nesse dia (único no ano?) dos namorados.

 

Então, aí vai o óbvio …

 

Demonstração de amor passa por várias linguagens, o que tem sido demonstrado em muitas pesquisas sociais, e relatado em um livro muito famoso chamado ‘As 5 Linguagens do amor’ (The Five Love Languages: The Secret to Love That Lasts) do autor Gary Chapman.

 

Dessa forma, só pra lembrar que ter ou não ter um companheiro (a) no dia dos namorados ou em qualquer outra época do ano, não é prova de que você seja amada ou não …

 

E se tiver alguém do seu lado, e ganhar rosas e chocolates (e quem sabe ate um jantar `a luz de velas) isso tudo não necessariamente é prova de amor. A forma como o Amor é demonstrado no dia a dia, em todos os outros dias, é que a prova do Amor real.

 

Portanto, dia dos namorados embora seja um dia divertido de trocas de gentilezas entre amores de todos os tipos, não determina o nosso valor como um ser capaz de ser amado e de amar, ta ok?

 

E o que a Neurociência e a Inteligência do Coração juntas podem ajudar com essa percepção sobre amor e perspectivas?

 

A lição fundamental é criar uma base, uma fundação (independente da sua situação social e do status do seu relacionamento) sobre a qual tudo o que você sinta, receba e crie, seja não apenas o mínimo aceitável em nome do Amor como também seja um ‘vórtex’ de sentimentos e entendimentos engrandecedores para transformar e fazer tudo mais significativo do que se conhece como Amor.

 

E para criar essa nova base, começa não `a nível de intelecto mas a nível do coração (intuitivamente ja sabíamos disso, não é mesmo?)

 

Quando vivenciamos incidentes traumáticos em nossas vidas (ou um acúmulo de incidentes repetidos semelhantes), como dor, perda, abuso e assim porque se diante, a força do quociente emocional correspondente torna-se um centro de sobrevivência em nossos cérebros.

 

Esse centro cerebral é chamado amígdala. Como a experiência foi dolorosa, a ativação da amígdala serve para nos proteger da situação que está acontecendo novamente. Em outras palavras, é uma resposta inconsciente a uma situação externa projetada para a autopreservação.

 

Quanto mais vezes você experimenta o trauma, ou revisita diariamente as emoções do sofrimento causado por ele (isto é, quanto mais vezes a ‘amígdala’ se acende), é como se o seu cérebro se colocasse continuamente na mesma situação, e em uma linha de base que lhe é familiar- um linha de base que não está conectada ao amor, alegria, equilíbrio ou homeostase. E com isso, os hormônios de estresse, ficam continuamente ativados e, como todos sabemos, viver sob o impacto contínuo dos hormônios do estresse por longos períodos de tempo tem graves consequências para a saúde.

 

O hábito de revisitar o passado e avaliar qualquer nova situação sob a ‘ótica’ de perigo em relação ao medo de que tudo pode acontecer de novo, na verdade é um mecanismo subconsciente, um traço evolutivo que nos permite adaptar ou, pelo menos, lidar com o trauma que nos desequilibrou - e nos ajudar a estar preparados se isso acontecer novamente.

 

Essa avaliação analítica das situações novas em função do que nos aconteceu no passado, logicamente nos limita o crescimento emocional, amoroso, e ate financeiro. E por essa ser uma função cerebral (a nível de lobo frontal), eu tinha a impressão que o cérebro estava sempre no comando disso …

 

Mas pesquisas recentes do HeartMath Institute estão demonstrando o grande impacto do coração nessas funções cerebrais de avaliação e perspectiva de novas situações e portanto impactando o desdobramento da da vida no dia a dia e no futuro.

 

Nessa pesquisas, os cientistas no instituto apontaram que existem fibras nervosas aferentes que vão diretamente do coração para o cérebro. Não só vão diretamente para o cérebro, mas vão diretamente para a amígdala.

 

Por que isso é importante? Porque a pesquisa demonstra que quando você abre seu coração e sente o amor - eu estou falando realmente se entregando totalmente ao amor - o poder desse profundo amor pode criar uma nova linha de base em seus sistemas de sobrevivência do cérebro e do corpo.

 

Isso significa que o coração, na verdade, é também o centro de comando do corpo, assim como o cérebro.

 

Então, qual é o poder do amor e como o amor se cura?

 

Quando verdadeiramente abrimos nossos corações, deixamos o passado e perdoamos, redefinimos nossa linha de base em um estado mais harmonioso e mais elevado.

 

Isso, por sua vez, nos leva a um estado de maior equilíbrio emocional e interno, diminuindo o estresse incessante e nos libertando do passado.

 

E quando nos libertamos do passado, ganhamos uma nova liberdade para criar nosso futuro.

 

Portanto, em vez de criar grandes expectativas sobre o que o Amor representa no dia dos namorados, exercite seu coração para abrir-se para o Amor, independente do seu estado civil e do seu nível de felicidade … Pois abrir-se para o Amor e perdoar o passado são as formas de você também construir o seu futuro.

 

Falar é fácil, então como abrir-se para o Amor em todas as suas formas e linguagens?

Algumas dicas:

1) Meditação focada no chakra cardíaco, de uma forma que ao se colocar em um ambiente tranquilo, sem distrações de barulho, inspire visualizando o ar indo para o seu coração e simultaneamente pense em algo positivo, e ao expirar, visualize o que não lhe serve indo embora. Faça isso com freqüência e diariamente para criar uma memória de Amor em seu cérebro e no coração.

2) Receber amor inclui nutrir amor próprio. Diga "eu te amo" ao seu coração, cuide-se de forma carinhosa como se estivesse cuidando de outra pessoa …

 

3) Expresse sua gratidão. Diga "obrigado" com frequência.

 

4) Crie uma âncora de amor. Uma âncora de amor é algo que conecta você ao seu coração imediatamente, pode ser uma musica, um ritual, uma visualização, uma afirmação, um perfume etc.

 

5) Faça algo gentil por outra pessoa.

 

6) Peça ajuda para abrir seu coração, desde ajuda profissional se houverem traumas sérios a serem processados, até apoio de pessoas e grupos que ajudem a movimentar sua energia e pensamentos/comportamentos obsessivos que não lhe ajudam.

 

Vamos fazer esses exercícios, para abrir não somente nosso coração como também nossa perspectiva e criar oportunidades de amor começando com a gente mesmo?

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